A cantora Dua Lipa e a Livraria Lello inauguraram a Biblioteca Manifesto, no Porto, neste sábado. O espaço é a primeira versão física e permanente do Clube do Livro Service95 de Lipa e foca na defesa da liberdade intelectual.
A biblioteca foi criada para abrigar literatura que desafia o poder, a censura e as narrativas sociais dominantes, incluindo obras banidas pela extrema direita globalmente. O acervo inicial conta com cerca de 100 títulos e está situado no auditório cultural da Livraria Lello, um espaço projetado pelo arquiteto Álvaro Siza.
O projeto não funciona como um arquivo estático, mas como um espaço cultural ativo para fomentar o debate e a leitura pública. O acervo inclui obras como “O Conto da Aia”, de Margaret Atwood, e “Felon”, de Reginald Dwayne Betts, muitas das quais enfrentaram restrições por temas de raça, sexualidade e identidade.
Dua Lipa declarou que a biblioteca é um “santuário para livros que desapareceram” e para leitores que se recusam a aceitar limitações. Francisca Pedro Pinto, diretora de marca da Lello, afirmou que o projeto nasce da crença de que “o livro é uma tecnologia da liberdade”.
A grande inauguração ocorre no âmbito do festival BABELL – Cidade dos Livros. Autores como Salman Rushdie e Olga Tokarczuk participarão do evento, que incluirá uma degustação de livros harmonizada com vinhos portugueses.

