A sionfobia é analisada como um problema psicológico, e não apenas político, pois representa a recusa em reconhecer o direito à existência nacional do povo judeu. O texto argumenta que esse preconceito se assemelha a mitologias perversas históricas, como a acusação de que os judeus mataram Jesus.
O autor afirma que a acusação de que os judeus assassinaram Jesus pertence a mitologias perversas, pois a condenação e a execução do líder religioso tinham natureza política sob o Império Romano. Em vez de um carrasco, o império visava insurgentes, e a cruz serviu como mensagem política contra lideranças que despertavam esperanças nacionais.
Segundo a psicanálise, quando uma sociedade não consegue lidar com seus conflitos, ela inventa um inimigo permanente, utilizando o bode expiatório. Durante séculos, os judeus foram acusados de diversos crimes, e o século XX levou essa paranoia ao limite industrial. Hoje, a sionfobia ocupa esse espaço, reunindo personagens de diferentes espectros ideológicos.
O especialista, Jacob Pinheiro Goldberg, doutor em Psicologia, comenta que a hostilidade surge quando o preconceito busca uma justificativa moral para existir. Ele observa que, paralelamente, muitos cristãos estão reencontrando raízes judaicas em sua fé, o que representa uma reconciliação histórica entre as tradições.

