Montadoras alemãs enfrentam uma nova rodada de cortes de empregos devido à crise industrial. A Volkswagen, por exemplo, estuda demissões que podem chegar a 100 mil trabalhadores. A situação reflete a dificuldade do setor em manter a competitividade global.
O plano de reestruturação da Volkswagen, que visa recuperar a lucratividade, prevê o fechamento de até quatro fábricas na Alemanha. Anteriormente, os sindicatos haviam impedido tais medidas. O CEO Oliver Blume declarou que o modelo de negócios tradicional da montadora, focado em produzir um ‘carro mundial’ na Europa, não é mais sustentável.
A crise afeta todo o setor automotivo. Além da Volkswagen, BMW e Mercedes-Benz estudam cortes de custos. A indústria sofre com tarifas dos Estados Unidos, queda de vendas na China e altos custos de energia. Fabricantes de autopeças como Robert Bosch GmbH também reduzem quadros de funcionários.
Analistas apontam que a concorrência chinesa, com modelos elétricos e híbridos acessíveis, pressiona as marcas alemãs. Segundo um analista independente, a indústria precisa se adaptar às novas realidades do mercado, pois o prestígio do selo ‘Made in Germany’ não basta mais. A BMW, por sua vez, reduziu expectativas de lucro devido à desaceleração chinesa.
O grupo Volkswagen também avalia a separação da marca Volkswagen do restante do conglomerado, o que, segundo um analista do Citigroup, poderia ajudar o mercado a reconhecer o valor individual dos ativos do grupo.

