A proposta de emenda constitucional (PEC) que visa acabar com a escala de trabalho 6×1, prioridade do governo, segue parada no Senado Federal. O texto, aprovado pela Câmara em 27 de maio, aguarda despacho do presidente da Casa, Davi Alcolumbre, para iniciar a tramitação na CCJ.
O presidente do Senado afirmou que a PEC deve passar por comissões de trabalho antes de ser votada no plenário. Esse rito de tramitação é mais demorado e pode impedir a aprovação definitiva antes do recesso do Congresso, previsto para 18 de julho. Alcolumbre declarou em 2 de junho que “Seria razoável o Senado poder melhorar o texto sem pressa. Ninguém pode dizer que o Senado, como Casa revisora, não tenha o direito de opinar e discutir”.
Apesar da ausência de um cronograma definido, o presidente do Senado marcou uma reunião para 1º de julho de 2026 com representantes de centrais sindicais e governistas. Integrantes do governo reconhecem que a tramitação seria mais complexa no Senado do que na Câmara.
Caso a PEC não avance antes do recesso parlamentar, a tendência é que sua tramitação seja postergada para o segundo semestre. O Congresso, tradicionalmente esvaziado de agosto a outubro devido ao calendário eleitoral, torna a conclusão da votação ainda mais difícil.

