O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) iniciou as ações preparatórias para o Censo Nacional da População em Situação de Rua. A etapa inicial cobrirá cinco capitais — Belo Horizonte, Goiânia, Florianópolis, Manaus e Salvador — com o objetivo de mapear o perfil demográfico e socioeconômico da população.
O levantamento estatístico, anunciado em abril deste ano, visa fornecer dados oficiais para a formulação de políticas públicas. O presidente do IBGE, Márcio Pochmann, explicou que a iniciativa altera a metodologia do instituto, que historicamente contava a população apenas com base em domicílios fixos. Pochmann afirmou que o censo trará informações sobre “os brasileiros que não têm um domicílio fixo”, estabelecendo uma referência metodológica inédita.
Ministros do governo federal declararam que o estudo tirará a população de rua da invisibilidade estatística. Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, disse que os dados permitirão estruturar políticas mais eficientes. Janine Mello, ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, comentou que o estudo pode servir de referência internacional para países com desafios semelhantes.
O Censo está previsto para ocorrer entre 3 e 7 de julho de 2028, com divulgação dos primeiros resultados em dezembro do mesmo ano. O presidente do Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento da Política para Inclusão Social da População em Situação de Rua (CIAMP-Rua), Anderson Miranda, afirmou que a realização do censo representa uma conquista histórica para incluir essa parcela na contagem nacional.

