A Polícia Civil do Tocantins investiga uma influenciadora digital por exploração de jogos de azar, lavagem de dinheiro e ameaças a seguidores. A operação, denominada Sorte Falseada, apura um estilo de vida de ostentação financiado por plataformas ilegais, com movimentações financeiras superiores a R$ 3,5 milhões em um ano.
As investigações revelaram que a influenciadora utilizava sua influência para atrair apostadores para plataformas como o “jogo do tigrinho”. O Relatório de Inteligência Financeira (RIF) do Coaf indicou que a movimentação financeira era incompatível com a renda formal declarada, que variava entre R$ 1,9 mil e R$ 5 mil mensais. Para ocultar o patrimônio, a polícia identificou o uso de empresas de fachada e a técnica de “smurfing”, que consiste no fracionamento de grandes quantias em saques menores.
Além dos crimes financeiros, a investigada é apurada por proferir ameaças contra seguidores que demonstravam intenção de denunciar as plataformas ilegais. A Justiça determinou o sequestro de bens e o bloqueio de até R$ 3,4 milhões em ativos financeiros. Entre os bens apreendidos estão um apartamento em Palmas avaliado em R$ 300 mil, uma caminhonete Toyota Hilux 2024 e uma motocicleta elétrica.
Em sua defesa, a influenciadora afirmou que é apenas alvo de uma investigação e negou irregularidades. Ela alegou que os vídeos de ameaça eram dirigidos a pessoas específicas devido a brigas pessoais, e não a denunciantes das plataformas.

