A microbiota intestinal, essencial para a digestão e imunidade, pode ser equilibrada com o consumo de frutas ricas em fibras e compostos bioativos. Especialistas recomendam incluir mirtilo, maçã, mamão, kiwi e romã na dieta para reduzir inflamações crônicas.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) orienta o consumo diário de pelo menos 400 gramas de frutas e verduras. A inclusão de variedade frutífera favorece a diversidade dos microrganismos intestinais, que são alimentados por substâncias presentes nessas frutas.
O mirtilo, por exemplo, é fonte de antocianinas, pigmentos que auxiliam na redução de inflamações. A maçã, quando consumida com casca, fornece pectina, uma fibra solúvel que as bactérias intestinais fermentam, gerando ácidos graxos protetores da mucosa do cólon. A Escola de Saúde Pública de Harvard associa dietas ricas em maçã a menores níveis de proteína C reativa.
Outras frutas oferecem benefícios específicos. O mamão contém papaína, enzima que facilita a digestão de proteínas, e vitamina C. O kiwi possui actinidina, enzima que auxilia no esvaziamento gástrico. Já a romã destaca-se pelos polifenóis punicalaginas, que estudos analisados pelos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH) apontam como moduladores inflamatórios.

