Um vereador solicitou o afastamento de sua filiação ao Partido dos Trabalhadores (PT) após ser preso na última quinta-feira (25). A detenção ocorreu durante a Operação Última Parada, deflagrada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo, e investiga suposta ligação do parlamentar com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
A legenda confirmou o pedido de afastamento do parlamentar, que alegou a necessidade de se dedicar à sua defesa. O vereador é investigado por suposta participação em um esquema de lavagem de dinheiro para o PCC, utilizando a empresa de ônibus Transunião. O PT informou que encaminhou o caso ao Conselho de Ética da sigla para análise de possíveis medidas disciplinares.
As investigações apontam que o parlamentar integrava um núcleo criminoso ligado ao esquema enquanto presidia a Comissão de Trânsito e Transporte da Câmara Municipal de São Paulo. Segundo o inquérito, o escritório político do vereador teria sido usado para armazenar documentos e planilhas de controle financeiro da empresa.
A defesa do parlamentar manifestou surpresa com a prisão e questionou a decisão judicial, alegando que a medida ocorreu em momento sensível, próximo ao período eleitoral. A operação também cumpriu outros quatro mandados de prisão temporária e 103 mandados de busca e apreensão em São Paulo e Minas Gerais. O caso segue sob investigação dos órgãos competentes.

