O mercado global de bebidas funcionais, avaliado em US$ 160 bilhões, cresce impulsionado pela demanda de consumidores jovens por produtos que combinam sabor e saúde. Marcas lançam inovações, como cafés enriquecidos com proteína e refrigerantes com CBD, visando o bem-estar prático.
A tendência mostra que cerca de 75% dos millennials e 80% da geração Z consomem bebidas funcionais, segundo pesquisa da EY. O relatório da Circana também aponta que quase 64% dos consumidores substituem ocasionalmente um lanche por uma bebida. A busca por produtos que “trabalhem mais” pelo consumidor é um fator chave, afirmou Sally Lyons Wyatt, consultora da Circana.
Gigantes do setor investem na categoria. A Starbucks, por exemplo, expandiu a linha de cafés proteicos, vendendo quase a mesma quantidade de espuma fria com proteína que de flat whites. Enquanto isso, a Danone adquiriu a Huel por cerca de US$ 1,15 bilhão. PepsiCo e Coca-Cola também aderiram, com a Pepsi adquirindo a Poppi por US$ 2 bilhões.
Esses produtos são classificados como premium. Os cafés proteicos da Starbucks custam entre US$ 5,75 e US$ 6,75. A startup Trip, que comercializa bebidas com CBD e magnésio, cobra mais de US$ 2,60 por unidade. A cofundadora Olivia Ferdi declarou que os consumidores estão “investindo em um benefício funcional que contribui para a clareza mental e para o equilíbrio diário”.

