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Exercícios com Dedos Não Previnem Alzheimer, Diz Pesquisa

Carla Fernandes
Última atualização: 28 de junho de 2026 15:24
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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A tendência viral “pinky time”, que circula em plataformas digitais, afirma que exercícios simples com os dedos podem diminuir o risco de desenvolver Alzheimer. No entanto, especialistas alertam que as conclusões tiradas dessa prática são mais ambiciosas do que as evidências científicas permitem.

A ideia de que movimentos manuais simples protegem o cérebro ganhou atenção devido à sua aparente facilidade e gratuidade. Embora a neurociência reconheça que atividades complexas estimulam o cérebro, como aprender um instrumento musical, o “tempo do mindinho” se encaixa em uma categoria mais ampla de desafios cognitivos.

Cientistas utilizam tarefas de coordenação manual em pesquisas, mas estas não se configuram como testes de demência. Pesquisadores afirmam que não há evidências robustas de que praticar o movimento específico dos dedos previna o declínio cognitivo. Além disso, a dificuldade em realizar a tarefa pode ser influenciada por mobilidade ou lesões anteriores, e não apenas por comprometimento cognitivo.

Médicos e pesquisadores indicam que a proteção cerebral depende de fatores mais abrangentes. Segundo estudos, manter-se ativo, cuidar da saúde cardiovascular, garantir sono adequado e manter a interação social são elementos cruciais. Uma dieta saudável, como a mediterrânea, também demonstra associação com melhor saúde cerebral.

Monika McAtarsney-Kovacs, pesquisadora de pós-doutorado em Neuropsicologia Cognitiva, explicou que o potencial viral simplifica demais um problema complexo, reforçando que os fundamentos menos glamourosos são os mais eficazes para a saúde mental.

TAGGED:AlzheimercogniçãoEnvelhecimentoexercicio-dedosNeurociênciasaude-cerebral
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