Terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 abalaram a Venezuela na quarta-feira, resultando em quase 1.500 mortos e dezenas de milhares de desaparecidos. Equipes de resgate internacionais trabalham dia e noite em La Guaira, região mais atingida, enquanto a população critica a lentidão da ajuda governamental.
O duplo tremor, um dos mais fortes registrados na América Latina, causou o colapso de 189 edifícios, afetando um total de 774 imóveis, segundo o chefe da Assembleia Nacional. O balanço oficial mais recente soma 1.450 mortos e 3.150 feridos. A ONU calcula que os desastres podem deixar quase sete milhões de pessoas afetadas e causar danos materiais de 6,7 bilhões de dólares.
Em meio à tragédia, houve resgates notáveis. Um homem e seu filho adolescente foram retirados de escombros em La Guaira por equipes francesas e americanas. Apesar do avanço dos trabalhos, a população manifesta indignação com a insuficiência da assistência estatal. Um morador de 60 anos, em Tanaguarena, declarou que não tem apoio para retirar familiares soterrados.
O governo impôs a militarização de La Guaira e exigiu permissão para o acesso de socorristas e voluntários. A presidente Delcy Rodríguez informou que 24 países enviaram mais de 2.700 socorristas e 521 toneladas de ajuda humanitária. Os Estados Unidos ofereceram 150 milhões de dólares e apoio militar para a operação de resgate.

