A família imperial japonesa enfrenta desafios de sucessão devido à escassez de herdeiros masculinos. Sete partidos apresentaram um projeto de lei que visa assegurar membros suficientes na realeza, prevendo a inclusão de homens adotados e a permanência de mulheres após o casamento.
O projeto de mudança na Lei da Casa Imperial, que o governo de Sanae Takaichi pretende levar ao Parlamento, prevê a inclusão de homens adotados, a partir dos 15 anos, descendentes de antigas famílias aristocráticas. Essa medida seria vista como vitória pelos conservadores, que buscam evitar uma herdeira feminina no trono.
A segunda alteração proposta permite que mulheres da família imperial permaneçam na casa após o casamento, o que atualmente não ocorre, fazendo com que princesas percam o título. Contudo, os partidos não definiram se cônjuges civis e seus descendentes entrariam na casa imperial, o que poderia abrir caminho para sucessão por descendentes de princesas.
A linha de sucessão direta conta com o príncipe herdeiro Fumihito, de 60 anos, e seu filho, Hisahito, de 19 anos. Apesar de uma pesquisa de maio indicar apoio de 72% dos japoneses a uma herdeira feminina, os conservadores mantêm a defesa da tradição patriarcal, que é vista como símbolo da estrutura familiar.

