Equipes de resgate locais e internacionais atuam na Venezuela, no quinto dia após terremotos duplos causarem pelo menos 1.450 mortes no estado de La Guaira. A ONU estima que há cerca de 50 mil pessoas desaparecidas no país, enquanto a presidente interina, Delcy Rodríguez, pede a continuidade das operações.
As operações de resgate continuam, apesar da diminuição das chances de encontrar pessoas vivas a cada hora. Socorristas conseguiram salvar 33 sobreviventes no domingo, segundo o governo. As primeiras 72 horas após desastres naturais são consideradas cruciais para o resgate, mas o trabalho manual tem sido dificultado pelo calor, segundo relatos de socorristas.
Os terremotos, de magnitude 7,2 e 7,5, atingiram a Venezuela e afetaram até 6,8 milhões dos quase 30 milhões de habitantes, avalia a ONU. Mais de 770 edifícios desmoronaram parcial ou totalmente. A tragédia gerou danos materiais estimados em 6,7 bilhões de dólares, o que corresponde a cerca de 6% do Produto Interno Bruto (PIB) venezuelano.
A presidente interina, Delcy Rodríguez, anunciou planos para atender os moradores desalojados e afirmou que as buscas não serão suspensas. Um pesquisador do Observatório Venezuelano da Universidade do Rosário, Ronal Rodríguez, comentou que a situação é agravada por interferência política e incompetência operacional do governo.

