Um impasse sobre reajustes de salários e auxílios mantém a greve de servidores da Unicamp desde 11 de maio de 2026. O Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp (STU) manteve a paralisação após considerar a proposta da universidade insuficiente. A reitoria, por sua vez, suspendeu as conversas, alegando limites financeiros institucionais.
O STU informou que continuará a paralisação, lamentando a decisão da universidade. Segundo o sindicato, as respostas apresentadas não demonstram disposição para avançar em pautas essenciais para a valorização dos trabalhadores. Os servidores são os únicos em greve desde maio, enquanto professores e estudantes já encerraram seus movimentos.
As principais reivindicações da categoria incluem reajuste salarial de 7,52%, equiparação aos valores da Universidade de São Paulo (USP) e melhorias em auxílios. A Unicamp apresentou propostas como vale-alimentação de R$ 2.000,00 e vale-refeição de R$ 50,00 por dia, sem pagamento retroativo.
A universidade justificou a restrição orçamentária, projetando um déficit superior a R$ 570 milhões para 2026, que pode chegar a R$ 656 milhões com o reajuste concedido. Com o rompimento, a Unicamp afirmou que retomará o diálogo após o fim da paralisação, enquanto o STU pede a imediata retomada da mesa de negociação.

