A epidemia de Ebola na República Democrática do Congo (RDC) se expandiu para uma quarta província, afetando o nordeste do país. O surto, que já registrou 360 mortes, foi detectado tardiamente, permitindo a disseminação da doença viral mortal.
Um novo caso foi confirmado na província de Alto Uele, que faz fronteira com o Sudão do Sul e a República Centro-Africana. A fonte do caso foi uma pessoa que viajou de Bunia, capital da província de Ituri, epicentro da epidemia. Um funcionário da saúde informou que o indivíduo afetado morreu.
O surto, causado pela cepa Bundibugyo, totaliza 1.274 casos confirmados e 360 mortes, segundo o Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica (INRB). A região mineradora de Alto Uele registra intenso fluxo populacional, o que favorece a transmissão do vírus. Organizações humanitárias internacionais afirmam que os números oficiais podem estar subestimados.
A doença, transmitida por contato direto com fluidos corporais, pode causar febre hemorrágica e falência múltipla de órgãos. Além da RDC, foram detectados casos em países vizinhos; na semana passada, ao menos 20 casos foram registrados em Uganda. Mais recentemente, um médico de nacionalidade congolesa foi detectado com transmissão na França após visitar o epicentro da epidemia.

