A Suprema Corte dos Estados Unidos anunciou decisões que definem o alcance do poder do presidente Donald Trump. A Corte rejeitou a tentativa presidencial de alterar a contagem de votos por correspondência e, em outra decisão, ampliou os poderes do presidente sobre agências reguladoras.
A Corte decidiu que a autoridade sobre as eleições nos EUA cabe ao poder Legislativo de cada estado e, em última instância, ao Congresso, rejeitando a ação de Trump que visava impedir a contagem de votos recebidos por correspondência após o dia da eleição. O presidente havia alegado, sem apresentar provas, que o voto por correio era responsável por fraudes generalizadas.
Em outra frente, os juízes barraram a tentativa de Trump de demitir uma diretora do Banco Central americano. A decisão estabeleceu que os diretores do Fed não podem ser demitidos arbitrariamente, garantindo uma certa independência política ao Banco Central, segundo um professor de Direito da American University.
Contudo, a Suprema Corte também ampliou o poder do presidente. A Corte reverteu uma jurisprudência com quase cem anos e transferiu do Congresso para o presidente a autoridade de demitir funcionários de mais de 20 agências reguladoras independentes. Essa mudança decorreu da demissão de um membro da Comissão Federal de Comércio por Trump.

