Restrições de exportação dos Estados Unidos sobre modelos avançados de inteligência artificial podem acelerar o avanço da China, segundo a analista Deirdre Bosa. A política americana, desenhada para proteger a liderança tecnológica, pode incentivar desenvolvedores globais a utilizarem alternativas de código aberto chinesas.
A analista Bosa afirmou que os controles de exportação americanos impulsionam desenvolvedores a adotarem alternativas chinesas de código aberto. Ela declarou que laboratórios chineses alcançaram paridade de capacidade com concorrentes dos EUA em cibersegurança. Empresas americanas, como Coinbase, Airbnb e Shopify, já transferiram parte de suas cargas de trabalho para esses modelos chineses.
O risco sistêmico reside no fato de que, se os modelos chineses de código aberto se tornarem a base padrão, assim como o Android no setor móvel, a China pode obter influência sobre os padrões e regras da próxima pilha de IA. Bosa comentou que a estratégia chinesa trata a dominância de código aberto como ambição nacional, diferentemente dos laboratórios americanos que dependem de cobrança por acesso à API.
Em resposta, empresas como NVIDIA e Reflection AI buscam estratégias de código aberto. Contudo, as vendas de chips da NVIDIA na China enfrentam dificuldades devido aos controles de exportação dos EUA e ao esforço chinês por autossuficiência. O Departamento de Defesa dos EUA, por sua vez, solicitou US$ 58,5 bilhões no orçamento de 2027 para IA, visando sustentar a dominância global americana.

