Protestos contra a imigração ocorreram em várias cidades da África do Sul nesta terça-feira (30). Manifestantes marcharam contra estrangeiros ilegais após o término do prazo para que esses indivíduos deixassem o território, gerando violência e expulsões.
Pelo menos quatro pessoas morreram e milhares de estrangeiros foram expulsos de suas residências. Outros viram seus negócios e propriedades vandalizados. A líder do movimento antimigrante, Jacinta Ngobese, afirmou que o grupo organizará marchas semanais. Ela declarou em Durban que, nos próximos seis meses, os recursos nacionais devem ser usados para expulsar os imigrantes ilegais do país.
Em manifestações, alguns participantes alegaram que estrangeiros ilegais ocupam empregos, o que consideram injusto. Em subúrbios de Johanesburgo, manifestantes atiraram pedras contra a polícia e supostos migrantes, enquanto tiros foram ouvidos perto do centro comercial. A polícia informou ter preso saqueadores, sem detalhar os casos.
Apesar das alegações de que imigrantes aumentam a criminalidade e sobrecarregam serviços públicos, cientistas sociais indicam que tais alegações carecem de evidências. O país, que possui cerca de 3 milhões de imigrantes, representa aproximadamente 4% de sua população total.

