Nove estados brasileiros registraram 4.330 vítimas de letalidade policial em 2025, conforme o relatório Pele Alvo, divulgado pela Rede de Observatórios da Segurança. O estudo indica que 64,8% dos mortos eram jovens negros, um padrão que se repete em todas as sete edições do levantamento.
Os dados foram coletados por meio de pedidos feitos via Lei de Acesso à Informação (LAI) em Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e São Paulo. A Rede de Observatórios da Segurança afirmou que os números demonstram que a violência policial não é um caso isolado, e a juventude negra das periferias permanece como a principal vítima.
O relatório identificou um aumento de 6,4% no número de mortes nesses estados em comparação com 2024. O Amazonas apresentou a maior proporção de vítimas negras, atingindo 96% dos casos. O Ceará registrou o maior número da série histórica iniciada em 2019, com 200 mortes, onde jovens negros têm três vezes mais risco de falecer nessas circunstâncias do que jovens brancos.
Outros estados apresentaram variações. A Bahia viu queda no número de mortes, enquanto o Maranhão teve crescimento de 86,8% em relação a 2024. Em São Paulo, 2025 foi um recorde na série histórica, totalizando 834 mortes, apesar da queda em crimes como roubos e furtos.

