A Venezuela continua as operações de busca por sobreviventes quase uma semana após os terremotos, que deixaram quase 2 mil mortos e dezenas de milhares de pessoas desaparecidas. A crise humanitária se intensifica com a falta de alimentos e abrigo para milhares de pessoas nas ruas, especialmente no estado de La Guaira.
O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) informou que La Guaira, o estado mais atingido, enfrenta escassez generalizada de alimentos e colapso dos serviços básicos. Enquanto equipes de resgate prosseguem, as chances de encontrar sobreviventes diminuem, apesar dos esforços contínuos.
A ONU estima cerca de 50 mil desaparecidos após os tremores de magnitudes 7,2 e 7,5, registrados em 24 de junho. Diante da dimensão da tragédia, o Programa Mundial de Alimentos da ONU solicitou US$ 50 milhões à comunidade internacional para alimentar aproximadamente 500 mil pessoas por três meses. A Organização Mundial da Saúde alertou para o risco de epidemias, como sarampo e difteria, devido à pressão sobre os serviços de saúde.
O porto de La Guaira foi reativado pela Marinha dos Estados Unidos para agilizar a chegada de ajuda humanitária. Ao todo, 27 países mobilizaram cerca de 40 equipes de busca e resgate. A ONU também informou que fornecerá 10 mil bolsas mortuárias, embora espere que o número final de vítimas seja menor.

