As stablecoins, criptoativos vinculados a moedas como o dólar e o real, respondem por cerca de 80% do volume total de criptoativos declarados no Brasil, segundo a Receita Federal. O levantamento, divulgado em 30 de junho, aponta que a participação saltou de 3,5% em 2019 para patamares elevados em anos recentes.
O mercado brasileiro de criptoativos movimentou aproximadamente R$ 1,58 trilhão entre agosto de 2019 e dezembro de 2025, conforme declarações recebidas pelo órgão. Desse montante, R$ 1,13 trilhão, ou 71,7%, foi referente a operações com stablecoins, que mantêm paridade próxima de uma moeda de referência.
A dominância do segmento cresceu aceleradamente, passando de 3,5% em 2019 para 79,7% em 2022 e atingindo 91,5% em 2023. Em 2025, o volume mensal negociado nesses ativos chegou a R$ 39,7 bilhões, maior marca da série histórica. Entre os ativos, a Tether (USDT) concentra 88,7% do volume declarado no período analisado.
A fiscalização se intensifica com a obrigatoriedade de informar transações via DeCripto, instituída pela Instrução Normativa RFB nº 2.291, de 14 de novembro de 2025. A regra, que passa a valer em julho de 2026, alinha o país ao padrão internacional da OCDE, visando combater evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

