A Chanel reacendeu o entusiasmo no mercado de luxo com o sucesso de sua nova coleção, lançada em março, gerando filas em lojas de Nova York e Paris. A marca reportou avanços nas vendas em 2026, superando a projeção de 2,5% para o setor, pressionando concorrentes como a Dior.
O sucesso inicial da nova fase da Chanel, liderada por Matthieu Blazy, foi marcado por produtos de alto apelo comercial, como bolsas tote de couro de vitelo acima de € 9 mil. Um vestido de noiva usado por uma cantora ajudou a estabelecer um novo momento para a casa francesa. Analistas apontam que, em um ambiente de crescimento mais fraco, o avanço de uma marca pode ocorrer às custas de outra, configurando um “jogo de soma zero” no setor.
Segundo o Morgan Stanley, a Chanel avançou bem em 2026, superando a projeção de 2,5% para a indústria de luxo. O banco estima que um crescimento de 10% da marca pode responder por cerca de 30% da expansão global de moda e artigos de couro de luxo. Em contraste, a Dior, controlada pela LVMH, teve queda de 2% nas vendas da divisão de moda e artigos de couro no primeiro trimestre.
As estratégias das grifes diferem: Blazy foca em impacto imediato, enquanto a Dior, sob Jonathan Anderson, busca refinar sua identidade de forma gradual. Ambas, contudo, elevam preços. Dados da Luxurynsight mostram que a Chanel aumentou os preços de sua nova linha de couro em média 10%, enquanto a Dior elevou em média 19%, chegando a 23% em bolsas.

