A B3 iniciará, no próximo mês, um projeto para integrar formadores de mercado à plataforma Trademade, visando aumentar a liquidez no mercado secundário de crédito privado. A iniciativa, anunciada em São Paulo, busca também fornecer mais fluxo de informações aos investidores.
O vice-presidente de produtos e clientes da Bolsa, Luiz Masagão, declarou que a maior liquidez no mercado secundário de crédito, que atualmente negocia cerca de R$ 8 bilhões por dia, deve beneficiar o mercado primário e gerar novos produtos de investimento.
Em outra frente, a B3 negocia com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a autorização para ETFs ativos, que replicam índices. Masagão explicou que, embora a CVM já tenha autorizado tais ETFs para o mercado internacional, gestores locais aguardam uma comunicação oficial para o mercado brasileiro.
A Leto, empresa de crédito privado, lançará um ETF lastreado no índice IDEX, calculado pela gestora, como opção para investidores institucionais. Alexandre Muller, diretor de investimentos da Leto, afirmou que o ETF pode servir como garantia para negociações em bolsa, substituindo as LFTs (Tesouro Selic).
A gestora também reforça o índice com uma plataforma de dados automatizados de crédito privado. Muller comentou que, hoje, apenas 30% dos ativos de crédito possuem fonte centralizada de informação de preço, o que ele considera um fator que aumenta o risco de mercado.

