O governo Trump anunciou sanções contra dois brasileiros, por suposta ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), nesta quarta-feira (1º). As medidas, formalizadas pelo Departamento do Tesouro norte-americano, atingiram também três empresas brasileiras e uma portuguesa.
Os sancionados incluem um empresário classificado pelos EUA como “elo-chave entre membros do PCC na Flórida e traficantes internacionais”. Este indivíduo é sócio da Victory Trading Intermediacão De Negocios Cobrancas E Tecnologia Ltda e é acusado de lavar mais de US$ 30 milhões em recursos ilícitos, utilizando criptomoedas para transferir valores ao Brasil em nome do PCC.
A outra pessoa sancionada é parente do empresário e atuou como sua secretária e intermediária na coleta de grandes quantias. Segundo os EUA, os dois integrariam uma rede internacional de lavagem de dinheiro do PCC, que é investigada na Flórida.
O Departamento do Tesouro norte-americano classificou o PCC como “maior organização criminosa transnacional do Hemisfério Ocidental” e afirmou que a facção representa uma “ameaça significativa à segurança nacional dos EUA”. Esta é a primeira rodada de sanções econômicas divulgadas pelo governo Trump contra alvos ligados à facção brasileira.

