A Polícia Civil do Distrito Federal encerrou o inquérito sobre uma arma de fogo apreendida com um segurança do ex-presidente Jair Bolsonaro em Brasília. A investigação decidiu não indiciar o ex-presidente, pois ele possuía registro válido do armamento.
O armamento foi encontrado com um militar do Exército durante uma blitz. O militar alegou que a arma seria levada para conserto. O delegado responsável pelo caso concluiu que o ex-presidente possuía registro válido da arma e que não havia restrições conhecidas para mantê-la em sua residência, onde ele cumpre prisão domiciliar.
Na decisão, o delegado afirmou não encontrar materialidade nem conduta dolosa de crime de porte ilegal de arma de fogo de uso restrito por parte do ex-presidente. Contudo, o militar deve responder pelo crime de porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, por portar arma registrada em nome de terceiro sem autorização.
Após receber o relatório da PCDF, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu prazo de 48 horas para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a defesa do ex-presidente se manifestem sobre as conclusões da investigação.

