O Senado Federal discute a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala de trabalho 6×1. A proposta, que visa reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais, enfrenta críticas de empresários que alegam elevação de custos, e defesas de sindicatos e do governo federal.
A PEC, que estava parada na mesa do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, foi levada a audiência pública no plenário. Líderes patronais dos setores de comércio, transportes e indústria criticaram a mudança legislativa, afirmando que a proposta eleva custos e prejudica a economia. Os representantes dos líderes patronais defendem que a jornada deve ser definida por negociação direta entre empregados e empregadores.
Em contrapartida, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, avaliou que os custos econômicos podem ser absorvidos pelas empresas. Boulos citou um estudo do Ipea que calculou um impacto de 7,8%, comparando-o ao aumento real do salário mínimo. Ele também apontou que, em 2025, 4,1 milhões de trabalhadores foram afastados por motivos de saúde, como burnout e depressão, devido à exaustão da escala 6×1.
Por outro lado, o presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, defendeu a manutenção da escala 6×1 e solicitou que o debate ocorra após a eleição de outubro. O presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Vander Costa, pediu um prazo de transição mais longo para a redução das jornadas, alegando que o aumento de custos afetaria o setor de transportes.

