O preço do Bitcoin caiu para um mínimo de 21 meses em junho, fechando perto de US$ 60.000. A tendência de queda é influenciada pelas decisões de taxa de juros do Federal Reserve e pelo fluxo de capital em ETFs, fatores que definirão o futuro do ativo em julho.
A baixa no ativo não se deve a falhas internas do mercado de cripto, como colapsos de stablecoins ou falências de exchanges. A pressão veio após o novo presidente do Fed, Kevin Warsh, manter as taxas estáveis em junho e descartar cortes de juros para o ano. Essa mudança fez investidores migrarem para ações de inteligência artificial e títulos do Tesouro.
O futuro do Bitcoin depende do encontro do Fed em 28 e 29 de julho. Embora o comentário de Warsh sobre a redução de riscos inflacionários tenha impulsionado o preço acima de US$ 60.000, a pressão deve persistir. A análise aponta que o fluxo de dinheiro em ETFs pode reverter antes do Fed, mas saídas de US$ 4,5 bilhões em junho indicam cautela institucional.
Três cenários foram projetados para o mês. Um cenário otimista exige um relatório de inflação mais fraco e retorno de capital para os ETFs, mantendo o preço acima de US$ 60.000. Já um cenário pessimista prevê queda abaixo de US$ 58.200 se a inflação vier alta ou se o Fed adotar postura mais rígida.

