A Lituânia acordou com partidos do Parlamento a retirada da cláusula constitucional que proíbe o armazenamento de armas nucleares em seu território. A mudança, confirmada pelo presidente Gitanas Nausėda, ocorre em função da deterioração do cenário geopolítico na Europa.
O presidente Nausėda declarou que a Constituição foi escrita em um contexto geopolítico diferente do atual. Ele ressaltou que, embora não haja planos imediatos para instalar armamentos nucleares no país, a remoção da proibição constitucional garante que a nação não fique limitada caso o contexto de segurança mude no futuro.
A iniciativa alinha a Lituânia a movimentos recentes na região. A Finlândia, também membro da Otan, revogou uma proibição similar em 1º de julho. A Polônia, por sua vez, manifestou interesse em receber armas nucleares dos Estados Unidos, em resposta à ameaça crescente após a Rússia posicionar ogivas táticas em Belarus.
A proposta surge em meio ao aumento das tensões entre a Otan e a Rússia, intensificadas pela guerra na Ucrânia, e reflete o esforço dos países do leste europeu para reforçar suas capacidades de defesa.

