A defesa de um empresário do ramo imobiliário apresentou reclamação ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (1º). O homem, acusado de ser mandante no vazamento de dados de uma advogada, alega não ter acesso aos autos do processo conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes.
O empresário, que também foi arrolado no inquérito das fake news, sustenta que, após 90 dias da ação de busca e apreensão, sua defesa não conseguiu acessar os documentos da investigação no gabinete do ministro. Segundo a defesa, a impossibilidade de acesso configura violação ao direito de defesa.
As investigações da Polícia Federal (PF) indicam que o empresário teria pago R$ 4,5 mil para obter, indevidamente, declarações de Imposto de Renda da advogada. O empresário nega as acusações e reside na Espanha, onde se apresentou às autoridades locais, conforme declarou seu advogado.
O advogado do empresário afirmou que considera “inusitado imaginar que essa violação (ao direito de defesa) poderia um dia ocorrer na própria Suprema Corte”. Outro advogado do empresário relatou que, apesar de ter sido procurado por oficial de justiça do STF, ele continua sem ter acesso aos autos da investigação.

