Um queijo artesanal produzido pela família Lamim, na zona rural de Virgínia, Sul de Minas, conquistou o principal prêmio da ExpoQueijo Brasil – Araxá International Cheese Awards. O reconhecimento decorre de um processo que inclui cuidado com o rebanho, uso de leite de vacas Jersey e maturação de nove meses.
A queijaria, estabelecida há seis anos, fabrica em média 50 quilos de queijo diariamente, totalizando cerca de 1,5 tonelada por mês. O processo produtivo conta com o acompanhamento técnico da Emater-MG, que orienta sobre boas práticas desde a criação do rebanho até a fabricação.
A qualidade do produto, segundo a extensionista agropecuária Letícia Basílio, começa antes da queijaria. Ela afirmou que “Não se faz um bom queijo com leite ruim. É preciso ter preocupação com a sanidade do rebanho, com o bem-estar dos animais, com a alimentação e também com todos os cuidados durante a ordenha”.
O queijo premiado é uma versão especial maturada por nove meses. Durante esse período, as peças ficam em sala climatizada, mantida a cerca de 14°C, o que favorece o desenvolvimento de microrganismos que definem sabor e aroma. O produtor Henrique Lamim disse que o título representa o reconhecimento de anos de dedicação da família à produção artesanal.

