Rafaela Pimenta, empresária brasileira e agente de Erling Haaland, é reconhecida como a primeira mulher “superagente” do futebol. Aos 53 anos, ela comanda a agência Tatica em Mônaco e exerce grande influência nos bastidores do esporte, que ela critica por seu desequilíbrio de poder.
Pimenta, que representa o astro norueguês Haaland, deve acompanhar o time em partida das oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, no domingo, 5 de julho. A empresária, que não possui histórico de atuação em campo, alcançou destaque global, figurando na lista “50 Over 50” da revista Forbes em 2026. Ela conduziu negociações importantes, como a de Haaland com o Manchester City em 2022, quando recebeu o prêmio de Melhor Transferência do Ano no Globe Soccer Awards.
A trajetória de Pimenta, que começou como professora no Brasil, demonstra sua resistência em aceitar estruturas rígidas. Ela relatou ter enfrentado preconceitos, como ter sido questionada sobre sua profissão por um diretor esportivo. Pimenta afirmou que a ideia de que mulheres não entendem de futebol é um preconceito que ela não aceita, mesmo quando disfarçado de gentileza.
Apesar da evolução do esporte, Pimenta aponta que o modelo atual gera desequilíbrio. Ela critica cláusulas de multa em contratos de representação, dizendo que “é como um casamento. Imagine que sua esposa queira se divorciar e, para isso, você tenha que pagar a ela.” Segundo ela, os clubes detêm poder excessivo, e os jogadores correm risco de serem vistos apenas como “ativos financeiros”, e não como seres humanos.

