A onda de calor que atingiu a França causou cenas de confusão em supermercados, onde consumidores brigaram por ventiladores e aparelhos de ar-condicionado. O calor extremo, que registrou os três dias mais quentes, levou a um aumento de 29,1% nas mortes, segundo a Agência francesa de saúde pública.
O episódio de calor extremo atingiu 81 departamentos franceses, com temperaturas próximas de 40°C e máxima de 44,3°C no sudoeste do país. As lojas de varejo reforçaram os estoques, mas a procura intensa transformou as compras em caos. Em Paris, por exemplo, consumidores formaram filas de cerca de 200 pessoas, chegando mais de duas horas antes da abertura da loja, gerando tumultos e empurrões, apesar da presença policial.
A demanda pelos equipamentos disparou. Michel-Édouard Leclerc, presidente da rede Leclerc, afirmou que a rede vendeu 700 mil ventiladores em apenas três semanas, um aumento de quase 200%. A crise também alimentou um mercado paralelo. Enquanto a rede Lidl vende um aparelho de ar-condicionado por 179 €, o mesmo modelo é anunciado por até 700 € em plataformas de revenda particular.

