A Polícia Federal realizou a terceira fase da Operação Rent a Car, batizada de Operação Galho Fraco II, na última quarta-feira (1º). A ação visa aprofundar investigações sobre um suposto esquema de desvio de recursos da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP) em três estados.
A operação teve início em 2024 após a PF identificar irregularidades na contratação de uma empresa de locação de veículos que recebia verba destinada ao mandato parlamentar. Segundo os investigadores, o objetivo é reunir provas sobre suspeitas de peculato, lavagem de dinheiro, fraude processual e organização criminosa. A locadora é suspeita de emitir notas fiscais fictícias para justificar pagamentos com recursos da CEAP.
A investigação analisou a movimentação financeira dos envolvidos. A primeira fase, em dezembro do ano passado, cumpriu sete mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no Rio de Janeiro, visando deputados federais. Foram identificadas movimentações incompatíveis, incluindo cerca de R$ 27 milhões ligados a parlamentares e ao partido, sem identificação de origem.
Na fase mais recente, todos os alvos das medidas judiciais são advogados. Foram apreendidos materiais, como dinheiro em espécie escondido em um livro falso de Direito, em residência de um advogado ligado a um dos deputados. A PF apura também possíveis tentativas de ocultação de provas e de dar aparência de legalidade aos recursos públicos.

