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Leitura: Quase metade dos casos de demência pode ser evitada
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Quase metade dos casos de demência pode ser evitada

Carla Fernandes
Última atualização: 4 de julho de 2026 01:30
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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Quase metade dos casos de demência pode ser evitada pelo combate a fatores de risco modificáveis, como inatividade física e tabagismo. Uma revisão internacional, contudo, indica que as campanhas de saúde pública atuais geram poucas mudanças comportamentais duradouras.

A pesquisa, conduzida pela Universidade Curtin, analisou programas de saúde em oito países e constatou que, embora a conscientização seja ampla, ela raramente leva a alterações significativas no comportamento. O autor do estudo, Mario Siervo, afirmou que “simplesmente informar as pessoas sobre esses riscos não é suficiente; campanhas de conscientização são importantes, mas, por si só, raramente levam a mudanças de comportamento significativas ou duradouras”.

Um estudo complementar da mesma equipe, que acompanhou quase 500 mil adultos por mais de uma década, ligou maior risco de demência à baixa força muscular e ao excesso de gordura corporal, condição chamada obesidade sarcopênica. Blossom Stephan, catedrática em Demência no Instituto enAble da Curtin, comentou que barreiras como tempo e custo impedem mudanças mesmo quando os riscos são conhecidos.

Para promover mudanças sustentáveis, os pesquisadores sugerem abordagens mais envolventes. Entre elas, estão programas de educação online, avaliações de risco individualizadas e iniciativas comunitárias conduzidas por líderes locais de confiança. Siervo disse que essas redes comunitárias aumentam a probabilidade de as pessoas realizarem mudanças significativas.

TAGGED:demênciaEnvelhecimentoestilo-de-vidaPREVENÇÃOriscos-modificaveissaúde pública
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