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Leitura: TST mantém condenação contra empresa por disparidade de gênero
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Economia

TST mantém condenação contra empresa por disparidade de gênero

Carla Fernandes
Última atualização: 4 de julho de 2026 08:00
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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O Tribunal Superior do Trabalho manteve a condenação de R$ 300 mil contra a Ortobom por danos morais coletivos. O processo investigou a ausência de mulheres em 22 cargos de gerência e dois de subgerência na unidade de Arapongas, Paraná, em 2022. A decisão, unânime na 3ª Turma, foi mantida pelo ministro Alberto Balazeiro, que considerou falta de justificativa objetiva da empresa.

A condenação decorreu da constatação de que a empresa não apresentou justificativa objetiva para a ocupação exclusiva masculina nos postos de comando da unidade fabril. O caso gerou debate ao se considerar que a nomeação de uma mulher na posição de CEO da companhia não anula as barreiras de ascensão observadas em uma planta específica em momento anterior.

Críticos da decisão apontam que o TST utilizou a maioria feminina da população de Arapongas como parâmetro para indicar discriminação indireta. Argumenta-se que essa comparação é inadequada, pois uma fábrica recruta profissionais com formação técnica e experiência, um universo distinto da demografia municipal geral.

Especialistas em compliance corporativo afirmam que o risco jurídico de uma empresa reside na incapacidade de explicar disparidades com critérios objetivos e auditáveis. Processos seletivos sem registro e avaliações sem padrão comparável são apontados como o fator de maior exposição legal, mais do que qualquer estatística populacional.

TAGGED:direito-trabalhistadiversidade-empresarialgestao-corporativaIgualdade de Gêneroortobomtts
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