Quarenta por cento dos brasileiros associam a pobreza à preguiça de quem não quer trabalhar, segundo pesquisa do Datafolha divulgada nesta quarta-feira (4). O percentual representa o maior valor da série histórica da pesquisa, que foi realizada entre os dias 17 e 18 de junho.
O julgamento social sobre a pobreza cresceu consideravelmente em quatro anos. Em 2022, o percentual era de 22%, e em 2026 atingiu 40%. Em contrapartida, a crença de que a pobreza decorre da falta de oportunidades iguais diminuiu, passando de 76% para 58%.
Os dados mostram variações por faixa de renda e ocupação. Para os empresários, 56% acreditam que a pobreza está ligada à preguiça, o maior índice entre todas as categorias. Já entre os funcionários públicos, a parcela que faz esse julgamento é de 28%. Para quem ganha de dois a cinco salários mínimos, o índice é de 43%.
As diferenças de opinião também aparecem no recorte eleitoral. Entre os eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 28% apontam a preguiça como causa da pobreza, contra 70% que apontam a falta de oportunidades. Já no eleitorado de Flávio Bolsonaro (PL), os índices são de 52% e 44%, respectivamente.

