Oito dos dez ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) optaram por não tirar férias durante o mês de julho, mantendo o trabalho em função da concentração de processos urgentes. Apenas Luiz Fux e Cármen Lúcia tirarão recesso neste período, segundo apuração de analistas de política.
A manutenção do plantão se justifica pela concentração de poder sobre os processos dos quais os ministros são relatores. Segundo a análise, se um ministro estiver ausente e um processo urgente chegar, o substituto pode tomar decisões que o titular não concorda. Isso gera insegurança jurídica, pois o ministro pode reverter a decisão ao retornar.
A divisão de trabalho entre os membros é específica: Edson Fachin atuará do dia 2 ao dia 15 de julho, enquanto Alexandre de Moraes trabalhará do dia 16 ao dia 31. Outros ministros, como Dias Toffoli e Cristiano Zanin, atuarão em casos pontuais, focados em reclamações, inquéritos e ações penais.
Além da questão processual, o contexto do ano eleitoral exige celeridade em certas decisões. Casos como os do Banco Master e do INSS, sob relatoria de André Mendonça, envolvem investigados presos, o que impede a suspensão dos prazos processuais durante o recesso.


