A Copa do Mundo de 2026 registrou alta ocupação nos estádios, superando o recorde de público de 1994, apesar dos ingressos terem preços elevados. O torneio, que encerrou as oitavas de final, viu dois a cada três jogos com venda total, com ocupação acima de 97%.
O público total da edição de 2026 já ultrapassa 6,2 milhões de torcedores, um número superior aos 3,5 milhões registrados em 1994. A presença expressiva valida o plano da FIFA, que visava triplicar o faturamento com receitas de match day, passando de 950 milhões de dólares no Catar-2022 para 3 bilhões de dólares.
Para atingir essa meta, a entidade adotou o preço dinâmico, utilizando um algoritmo para variar os valores dos ingressos em tempo real, conforme a demanda. Segundo Robson Carlo, sócio-fundador da plataforma FutebolCard, o mercado encontra um ponto de equilíbrio em eventos com demanda global.
A FIFA também mediu a revenda oficial, cobrando taxas de 15% de quem repassa e 15% de quem compra. Especialistas apontam que um público internacional com alto poder aquisitivo enxerga a Copa como uma experiência de vida, o que sustenta os valores. Contudo, há alerta de que os promotores precisam garantir o lucro sem excluir torcedores de menor poder aquisitivo.

