A Justiça dos Estados Unidos concedeu mais uma semana para que as empresas Rumble e Trump Media apresentem suas respostas em uma ação judicial contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. O prazo final para as manifestações é 14 de julho, após a rejeição de um pedido da Advocacia-Geral da União.
A decisão, registrada por uma juíza distrital na Flórida, contrariou solicitação da AGU, que representava o Brasil no processo. O órgão pedia que a Justiça americana ordenasse a resposta das companhias até terça-feira (7). Anteriormente, em 23 de junho, a Justiça dos EUA negou o pedido das empresas para que Moraes fosse declarado em revelia.
As empresas argumentaram que o ministro foi notificado por meio autorizado pela Justiça americana e alegaram que ele deixou transcorrer o prazo sem responder ou solicitar prorrogação. A juíza entendeu que questões preliminares levantadas pelo governo brasileiro, incluindo o pedido de encerramento da ação, deveriam ser analisadas antes de julgar a eventual revelia.
O processo, iniciado em fevereiro no Tribunal Federal da Flórida, alega que o magistrado brasileiro promoveu censura ilegal contra discursos políticos de usuários alinhados à direita brasileira. As empresas afirmam que as decisões do ministro violariam a Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que protege a liberdade de expressão.

