A coordenadora da bancada feminina na Câmara dos Deputados, Jack Rocha, apresentou à Procuradoria-Geral da República (PGR) uma representação. O pedido solicita investigação de declarações que colocam em xeque o voto universal e a participação das mulheres no processo eleitoral.
A parlamentar pediu apuração de uma declaração de um influenciador bolsonarista e empresário, que afirmou que mulheres “votam mal”. Além disso, Rocha solicitou análise de uma cartilha do Partido Missão, que critica o modelo de voto universal e sugere o chamado “voto familiar”.
Segundo a deputada, essas manifestações reforçam uma lógica de tutela patriarcal sobre as eleitoras e atingem o maior segmento do eleitorado brasileiro, que corresponde a cerca de 52% dos eleitores aptos a votar no país. Rocha afirmou que tais discursos criam um ambiente de “intimidação simbólica” e “deslegitimação” da participação feminina.
A representação aponta que as condutas podem caracterizar propaganda discriminatória, violência política de gênero ou violação de deveres constitucionais. A deputada requer a instauração de procedimento na Procuradoria-Geral Eleitoral e o encaminhamento ao Grupo de Trabalho de Prevenção e Combate à Violência Política de Gênero.

