O diagnóstico de Alzheimer exige que médicos descartem outras condições de saúde que podem causar prejuízo cognitivo antes de confirmar a doença. O neurologista comportamental Jagan Pillai, do Centro de Saúde do Cérebro da Cleveland Clinic, detalhou o processo, que começa pela busca de causas reversíveis.
Pillai afirmou que a primeira providência médica é verificar causas reversíveis, como alterações causadas por medicamentos, depressão ou diabetes não controlados. Ele comentou que problemas reumatológicos que geram inflamação no corpo também podem afetar a cognição. Além disso, condições menos óbvias, como disfunção da tireoide ou deficiências vitamínicas, dependem de um levantamento detalhado do histórico médico para serem investigadas.
Após o controle das situações reversíveis, a investigação se aprofunda. O especialista ressaltou a importância da presença de um cuidador ou familiar para fornecer ao corpo clínico o ponto de vista de uma terceira pessoa. Ele lembrou que a doença pode demorar até 20 anos para se manifestar, mantendo o paciente funcional na fase inicial, embora com cognição acima do esperado para a idade.
Atualmente, exames de sangue permitem detectar alterações 15 ou 20 anos antes dos sintomas, mas estão disponíveis somente na rede privada. Há medicamentos aprovados que reduzem a proteína beta-amiloide, associada ao risco, mas eles não curam a doença. Um cientista antecipou que estudos em 2027 usarão esses medicamentos em pessoas saudáveis com depósitos de beta-amiloide para retardar a progressão.

