A Organização Mundial da Saúde (OMS) projeta que o câncer afetará, direta ou indiretamente, quase toda a população global nos próximos anos. O relatório indica que 92% das pessoas sofrerão o impacto da doença, seja por diagnóstico pessoal ou convivência com pacientes.
A estimativa da OMS prevê um aumento significativo nos casos. Os diagnósticos anuais devem saltar de 20,6 milhões em 2024 para 35 milhões em 2050. O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, classificou o cenário como uma “crise global em evolução” e solicitou ações urgentes de líderes mundiais.
O estudo também expõe grandes disparidades no tratamento. Enquanto a taxa de sobrevivência do câncer de mama em cinco anos ultrapassa 85% em nações ricas, ela cai para menos de 30% em países pobres. A OMS afirma que a prevenção gera retorno financeiro, com cada dólar investido gerando US$ 9,50, mas o impacto da doença custará 0,55% do PIB global entre 2020 e 2050.
Hábitos saudáveis podem evitar quase 40% dos novos casos, segundo a organização. Os principais fatores de risco incluem tabagismo, álcool, infecções e obesidade. O uso de tabaco, por exemplo, recuou globalmente de 29,4% em 2005 para 19,5% em 2024.

