Um analista recusou recomendar a Pfizer, apesar do rendimento de 7% e dos preços próximos aos mínimos de 52 semanas, em entrevista a veículos de comunicação. A decisão se baseia na dificuldade de identificar onde ocorrerá o crescimento futuro de lucros da farmacêutica.
O analista declarou que não conseguia apontar o crescimento futuro, mesmo diante de um ativo que pagava dividendo de 7%. A empresa registrou queda de 9,44% no lucro líquido em relação ao ano anterior no primeiro trimestre de 2026. Essa queda ocorreu porque os tratamentos contra a COVID-19, Comirnaty e Paxlovid, tiveram declínios de 59% e 63% no período.
Apesar de um crescimento operacional de 39% no Padcev, esse resultado não foi suficiente para compensar as perdas dos produtos de COVID-19. A Pfizer reportou receita de US$ 14,45 bilhões no primeiro trimestre de 2026, superando a estimativa de US$ 13,80 bilhões, mas o lucro líquido caiu 9,44% ano a ano.
O mercado reflete essa cautela. O consenso de analistas indica 16 classificações de ‘Manter’, e o P/E futuro de 8x sinaliza que o mercado precifica riscos como o fim de patentes de Eliquis e Vyndaqel, além da pressão de preços do Medicare.

