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Economia

IBP critica manutenção de imposto de 12% sobre petróleo

Carla Fernandes
Última atualização: 9 de julho de 2026 17:50
Carla Fernandes
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Tempo: 1 min.
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O Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) criticou a decisão do Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex/Camex) de manter o imposto de 12% sobre as exportações de petróleo bruto. A medida, anunciada nesta quinta-feira, gera insegurança jurídica e pode afetar investimentos no setor, segundo o órgão.

O IBP afirmou que a manutenção da tributação por via administrativa, próxima ao fim da vigência da Medida Provisória nº 1.340/2026, não resolve os problemas da cobrança. A entidade declarou que o imposto possui caráter arrecadatório e incide sobre uma atividade que necessita de estabilidade regulatória para atrair capital de longo prazo.

O governo justificou a cobrança pelo agravamento do conflito no Oriente Médio, que pressiona os preços internacionais do petróleo. O imposto foi instituído em março para evitar ganhos extraordinários das petroleiras com a alta internacional, conforme declaração feita pelo ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Apesar do apoio da Petrobras à manutenção da medida, grandes petroleiras, como Shell, TotalEnergies, PRIO e Repsol, articulam ações judiciais. Essas empresas alegam que a tributação viola o princípio da anualidade tributária, o que gera resistência na indústria.

TAGGED:CamexEconomiaIBPImpostoinvestimentosPetróleo
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