A Polícia Federal deflagrou uma nova fase da Operação Compliance Zero nesta quinta-feira (9) contra um publicitário, ex-sócio do Grupo LeoDias. A investigação apura a atuação do homem em estrutura para defender o fundador do Banco Master e atacar o Banco Central após a liquidação da instituição.
A busca e apreensão foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão judicial aponta indícios de ações voltadas a “proteger o núcleo dirigente da organização criminosa”, “manipular a opinião pública” e “coagir, intimidar e violar dados sigilosos” de jornalistas e concorrentes.
O publicitário afirmou ter conhecido o fundador do Banco Master por meio de um empresário, em negociação de venda de parte do Portal de Notícias Léo Dias por R$ 3,5 milhões. Segundo a PF, valores eram repassados pela Super Empreendimentos e Participações, empresa do executivo. O homem confirmou intermediar a contratação de influenciadores para defender o Banco Master, mas negou orientação para ataques a diretores do Banco Central.
A investigação também apura intimidação contra profissionais de imprensa. A PF identificou diálogos sobre estratégias para lidar com reportagens desfavoráveis ao Banco Master, com relatos de abordagens para retirar conteúdos do ar. O ministro Mendonça autorizou a apreensão de documentos, contratos e dados eletrônicos relacionados aos fatos investigados.

