Um relatório da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) revelou que 20,6 mil crianças ucranianas foram levadas à força para a Federação Russa desde fevereiro de 2022. O documento acusa o Estado russo de manter uma política de apagamento da identidade nacional dos menores e de forçá-los a combater compatriotas no campo de batalha.
A comissão independente da OSCE apurou que 20.610 menores ucranianos foram removidos sem o consentimento de responsáveis ou contra a vontade. Após chegarem à Rússia, os menores foram encaminhados a orfanatos ou famílias adotivas, sem direito à reunificação familiar. Dos retirados, apenas 2.368 retornaram a áreas controladas pela Ucrânia.
A política de ocupação impõe mudanças drásticas na vida dos menores. O relatório afirma que o currículo russo substituiu totalmente o conteúdo educacional ucraniano, eliminando o ensino no idioma ucraniano. Os livros didáticos promovem a supremacia civilizacional russa e apagam a identidade nacional ucraniana.
Além da mudança cultural, há um foco no recrutamento. A investigação da OSCE detalha que jovens de áreas ocupadas recebem avisos de convocação militar aos 16 anos. O relatório aponta que a Rússia tenta implementar sistemas jurídicos e educacionais que ampliam o poder de Moscou sobre as populações ocupadas.

