Entidades empresariais brasileiras e americanas enviaram carta aos governos dos dois países pedindo um acordo de curto prazo. O objetivo é evitar a imposição de novas tarifas sobre produtos brasileiros, antes da conclusão da investigação comercial dos EUA sob a Seção 301.
O Escritório de Comércio dos EUA (USTR) sinalizou um novo tarifaço de 25% e possui prazo até o dia 15 de julho para publicar a decisão. As organizações defendem que uma solução negociada preserva a competitividade e evita prejuízos a empresas, trabalhadores e consumidores dos dois países.
A proposta de negociação em duas etapas foca inicialmente em temas urgentes. Entre as prioridades imediatas estão a ampliação do acesso a mercados para produtos de segurança energética e infraestrutura de inteligência artificial. Outras demandas incluem maior cooperação regulatória em setores como automóveis e equipamentos médicos, e parceria em minerais críticos.
O presidente da Amcham Brasil, Abrão Neto, afirmou que é essencial um esforço concentrado dos governos para viabilizar um acordo. Além disso, a imprensa aponta que existe outra investigação do USTR, sobre trabalho forçado, que deve ser definida em 24 de julho e prevê tarifa de 12,5%.

