A defesa de um publicitário contestou as suspeitas que motivaram a 10ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF). Os advogados afirmaram que o profissional sempre pautou sua atuação pela legalidade e transparência, enquanto a investigação apura um esquema ligado a um investimento de R$ 62 milhões.
O publicitário, fundador da agência MiThi, teria intermediado a negociação que levou um empresário a investir R$ 62 milhões no filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Na quinta-feira, policiais federais cumpriram dois mandados de busca e apreensão em Brasília, por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A investigação aponta indícios de crimes em coautoria com o empresário e outros membros de organização criminosa. Segundo a PF, recursos do suposto esquema foram usados para contratar influenciadores e jornalistas, mediante pagamentos e acordos de confidencialidade, com o fim de divulgar conteúdos favoráveis ao Banco Master e questionar o Banco Central.
A decisão do STF registra que, caso as propostas fossem recusadas, o grupo utilizava informações privilegiadas obtidas ilicitamente para intimidar pessoas que não aderissem ao chamado “Projeto DV”. A defesa do publicitário afirmou que acompanhará o caso e adotará medidas judiciais para garantir uma apuração com equilíbrio e respeito às garantias legais.

