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Leitura: MP aponta nepotismo em esquema de desvio no Instituto Rio Metrópole
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Justiça

MP aponta nepotismo em esquema de desvio no Instituto Rio Metrópole

Carla Fernandes
Última atualização: 10 de julho de 2026 10:00
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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O Ministério Público do Rio (MPRJ) denunciou nepotismo em esquema de desvio de recursos no Instituto Rio Metrópole (IRM). O pai e a cunhada de um deputado estadual foram presos na manhã desta quinta-feira (09/07) por envolvimento na movimentação de R$ 86,28 milhões entre 2022 e 2026.

A denúncia do MPRJ aponta que o esquema utilizou o IRM, uma autarquia estadual, para desviar dinheiro público. O pai do parlamentar, Maurício Silva Knoploch dos Santos, atuava como diretor de Planejamento e Projetos do IRM e integrava a Comissão Técnica de Licitação. Segundo o Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal (Gaesf), ele coordenava o planejamento estratégico e direcionava licitações.

A cunhada, Amanda Íthala Santos da Paschoa, ocupava cargo comissionado no IRM desde 2020. O Ministério Público considerou o vínculo familiar como “favorecimento indevido na ocupação de função pública estratégica”, o que viola o decreto que proíbe o nepotismo na administração pública estadual. O procurador-geral de Justiça do Rio, Antonio José Campos Moreira, declarou que não há indícios de participação do deputado estadual no esquema.

A acusação do Gaesf afirma que o IRM foi capturado por uma organização criminosa, transformando a autarquia em um “instrumento de enriquecimento privado”. O juiz da 1ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa, Marcello Rubioli, decretou a prisão dos seis denunciados, afirmando que o Estado do Rio de Janeiro “chegou ao fundo do poço”.

TAGGED:Corrupçãodesvio de recursosinstituto-rio-metropoleinvestigaçãoMPRJnepotismo
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