O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, afirmou nesta sexta-feira (10) que seu envolvimento no direcionamento de emendas parlamentares constitui ‘fazer política’. A declaração ocorre enquanto o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio de R$ 119,5 milhões em bens do dirigente.
A decisão do ministro Dino ocorreu no âmbito de investigação sobre suposto esquema de direcionamento irregular de emendas, revelado a partir da Operação Transparência da Polícia Federal (PF). Segundo o magistrado, há “veementes indícios” de que Valdemar atuou na definição de destino de recursos públicos, utilizando servidores da Câmara dos Deputados para operacionalizar as indicações, configurando um “arranjo decisório paralelo” na distribuição das emendas.
Em entrevista, Valdemar Costa Neto explicou que a mediação junto aos deputados sobre a destinação de emendas é “natural” e que todos os partidos realizam o mesmo procedimento. Ele relatou que a defesa do dirigente no STF alegará que não houve direcionamento de verbas públicas a empresas.
Além da questão jurídica, o presidente do PL comentou sobre a política partidária. Ele declarou que insiste com Michelle Bolsonaro para que ela não desista de disputar assento no Senado, elogiando o trabalho que ela construiu no PL Nacional. Sobre a chapa de Flávio Bolsonaro, Valdemar indicou preferência pela senadora Tereza Cristina, mas ressaltou que a decisão final cabe ao ex-presidente Jair Bolsonaro e a Flávio.

